' sozinhos não eramos mais do que vento a roçar o solo despido de qualquer graça '

Sejam bem vindos a este cantinho, a estas páginas de sentimentalismo

domingo, 20 de maio de 2012

a nossa dança

Minto se desminto que é mentira que não suspiro por cada olhar teu, cada toque no meu corpo que estremece na tua presença. Este corridinho que dançamos não me aquieta a vontade, de te ter, mesmo ter, nem que por alguns momentos. 
Mas seguimos, trocamos de par. Danço com outro, mas não sei para quem danço, se para ele ou se para ti. Não sei o que me motiva cada movimento, mas se fecho olhos vejo-te a ti. Sempre a ti. Mas danço com ele e rodamos e bailamos, e voltamos a rodar. E a música segue e voltamos a trocar de par. 
Enquanto rodopio por esta sala, estico-me a cada canto para te ver. Será que voltaremos a trocar de par, voltaremos a dançar, sem voltar a trocar? Aprecio esta dança, que me faz sentir viva e sentida, expressar-me corporalmente, enquanto tudo à minha volta gira e rodopia. E a cada canto tu estás lá. Rodopiando com o teu par, apenas para voltar a trocar, sem olhar para trás. Mas tu voltas a olhar para mim, só que não me vens buscar para dançar. Vais rodando e bailando com cada par teu, incentivando-me a bailar com um par meu, e apenas para deslizarmos lado a lado, quase tocando-nos sem tocar, quando voltamos a girar para nos afastarmos. E esta dança continua, assistindo o meu pulsar, enquanto espero pelo próximo trocar. 

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