' sozinhos não eramos mais do que vento a roçar o solo despido de qualquer graça '

Sejam bem vindos a este cantinho, a estas páginas de sentimentalismo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Solidão

Custa sempre. Pelo menos por agora.
É corrosivo.
Não me abandona.

O tempo escorre. Oiço os segundos a passar.

Passam.

Ainda está a custar. Pelo menos por agora.
É intenso.
Não se apaga.

Os lugares mudam. Vejo os cenários a mudar.

Mudam.

Mas tudo está igual. O sentimento perdura.
Será que é o tempo ou o lugar,
ou serei refém de mim assim?

Assim,

Só,

Um lugar e um tempo que não pássa e não muda.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

fendas aqui e acolá

Revejo-me nas paredes desta casa em ruínas; a cada fractura foi sobreposto gesso, na esperança de tapar qualquer fragmento, esconder a fragilidade. Tapando aqui, tapando ali, surge o dia que por mais que se tente, já não se chega a todas as fendas a tempo de as tapar, e uma a uma elas voltam a abrir. Umas mais fundas que outras, mas presentes...sempre presentes...