' sozinhos não eramos mais do que vento a roçar o solo despido de qualquer graça '

Sejam bem vindos a este cantinho, a estas páginas de sentimentalismo

sábado, 16 de junho de 2012

O que fazer?

As palavras fogem-me quando te alcanço, aquele momento tão raro de encontrar. Faz pouco que aprendeste a esquiva, a forma deliciosa de nos desviarmos do caminho traçado para evitar a confrontação. E quando me dás esse espaço, falho, impossibilitada de dizer o que realmente quero. 
E porquê esta falta de continuidade? Como uma falha, parece que se acumula tensão e só de quando em vez existe alguma acção, um sorriso inesperado, uma troca de olhares que diz muito mais do que o simples olhar. Fora disso, parece que caminho desprotegida pela antártida, sem saber se caminho na direcção correcta. O que fazer... o que fazer? Às vezes pergunto-me se valerá toda esta ansiedade, todo este desespero amainado... e nem sempre sei responder a esta questão, porque não há qualquer regularidade no que vivemos... só há picos de qualquer coisa que não sei definir num pano de nada, onde me queres, simplesmente porque não queres sentir nada. Talvez seguir em frente nunca tenha sido tão apelativo como agora... afinal, só é bom enquanto nos faz felizes.