' sozinhos não eramos mais do que vento a roçar o solo despido de qualquer graça '

Sejam bem vindos a este cantinho, a estas páginas de sentimentalismo

domingo, 8 de setembro de 2013

Perdida em ti

Perdidamente. Aqui e ali. Perdidamente. Sobeja-me clarividência em tanto na vida, sempre confiante, sempre desafiante. Aqui e agora não tanto. Aqui e agora fito-te os olhos sem saber o que significam. Aqui e agora sinto-me perdida no meio de tantas acções e palavras. Perdidamente.
Um dia sonhei encontrar-te. No sonho era fácil. No sonho tu compreendias. No sonho tu não me fugias repetidas vezes, livre e despreocupado. No sonho eu não me justificava sobre coisas tão de menos. No sonho não eram precisas tantas palavras.
Questiono-me no passado, presente e futuro. Questiono-me aqui e lá. Questiono-me. Não vejo o que se vê. Não oiço o que se ouve. Vejo-te a ti, vezes sem conta, vejo e vejo mais. Distraio-me a ver-te, de tão detalhadamente te vejo, mas não vejo aquilo que mais se vê.

Custa ou não custa, dói ou doeu. Se custa já custou, se já custou já não custa. Passar vai passando, mesmo quando não se esqueceu. Fito e desfito toda a fita que me rodeia, ela é grande e pequena, tem-te e não te tem. Assim me perco, novamente. Continuo. Perdidamente.

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