É incrível tudo aquilo que podemos sentir em pouco mais de um minuto. Uma explosão de alegria incontrolada num sorriso irracional e descontrolado seguida do desapontamento da verdade escondida num ferimento aberto.
Ter tudo e não ter nada, ter sonhos e desejos e não ter os abraços e os beijos. Tudo aquilo que podemos perder são as ilusões que criamos de um futuro desejado. No entanto é o frio de Janeiro que nos bate à porta com uma força incontrolável, que nos arrebata do nosso aconchego e nos faz tremer. Não é justo quando as coisas não são perfeitas, mas tudo o que bem se saboreia são aquelas pequenas conquistas que tanto custam.
Seria injusto de minha parte querer alterar toda a ordem do universo para o meu interior acalmar, mas será então justo eu deflagrar tudo o que sinto porque o caminho é tão exaustivo...
Sonhar é tão bom, mas tem um pequeno inconveniente que é a chapada fria da realidade, quando alguém para nosso bem nos espeta com a verdade na nossa cara, os factos incontornáveis dos actos. Seria tão bom ultrapassar todos estes meandros, passar por de cima de todos os encontros e desencontros com a visão do final. Valerá a pena todo o esforço ou será apenas mais uma inútil tentativa de resgatar alguém do seu destino para virar à direita onde nós nos encontramos?
Não querendo responder a uma questão que a ninguém diz respeito, saio de cena com o pensamento perturbado. Hoje esta chapada fria fez-me sair da hipnose do meu sonho e lembrar-me que ainda estou a mais que muito longe do meu destino pretendido e que não me posso deixar embalar nesta suave melodia.
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